Passadinha rápida no meio dda tarde!
  psiuu postei, oh! só pra tirar a poeira... qdo tiver mais o que falar, sério que corro pra cá!
Escrito por CaféComLeite às 17h01
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Primeira vez que eu desenho tentando expressar conscientemente como estou me sentindo...não é muito alegre, mas fazer o que, né?
Escrito por CaféComLeite às 15h16
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Dia das mães
Está chegando o dia das mães, dia de elas ganharem presente pelo belo trabalho de por mais alguém no mundo. Hora de os filhos correrem pra agradecer o que as mães fizeram de bom pra eles com uma lembrancinha...Que coisa linda!
Mas tem mães que não merecem nem isso. Mães que abandonam seus próprios filhos, mães que acham que filho é como um boneco, ou uma continuação delas e que por isso fará o que elas quiserem. Mães que exploram seus filhos para ganharem dinheiro e parece um bom negócio, por que cada vez menores as crianças vão às ruas conquistar a sua pena. (igualzinha a carinha, ó só)
--=-- Na verdade filho é muito útil, mesmo. Quando pequeno, você pode levá-lo ao banco, por exemplo, você passa na frente de todos. Assim acontece no ônibus e etc. Já na gravidez seus "desejos"¹ podem fazer as pessoas realizarem verdadeiros sacrifícios! Ao crescer, seu filho pode se tornar alguém na vida e lhe dar “uma ajudinha” se não, pelo menos você pode descontar sua frustração nele, culpá-lo por tempo desperdiçado (você pode fazer isso também com seus filhos que são melhor-de-vida, chamam isso de chantagem emocional e pode prejudicá-los, mas você sai ganhando). --=--
Claro que não se tem filhos só por essas utilidades, também se tem filhos por acaso, descuido. Pois é. E na verdade os pais (pais e mães, ta?) são muitas muitas muitas vezes responsáveis por essa demanda de desajustados que se vê por aí. Por não terem renda ou por só pensarem na renda, pais imaturos que tiveram filho cedo pra paquerar os coleguinhas deles, etc.*.
Aí sim, pras mães que merecem, quem respeitam seu filho como um outro ser humano, que o educam pra viver em sociedade, que não o exploram, que planejam e o têm conhecedoras das responsabilidades de ser mãe e pros pais que são mães dentro desses conceitos (e outros que eu possa ter esquecido de citar), feliz dia das mães! E que seu filho ou filha possa dar mais que uma lembrancinha, possa dar orgulho e ser digno de tantos privilégios.
Agora com legenda!
--=-- Ironia...tá? Querida!
¹ Nas verdades algumas mulheres têm realmente desejos, justificados pela falta de vitaminas, mas isso não quer dizer que a criança vá nascer com a cara daquilo que foi negado à mãe.
* Exagero, né?
Escrito por CaféComLeite às 21h23
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Brincadeiras inteligentes Gente que faz Gente que entende Também faz falta
Escrito por CaféComLeite às 22h47
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Não morri
Ainda...
Hum dando sinal...será que alguém ainda lê esse blog? Também a própria dona o abandonou...não posso falar muito, que estou no meio da semana, no meio da tarde e fica caro contar histórias. Pra quem não sabe meu celular mudou só que não vou dar aqui, qualquer coisa o residencial ainda é o mesmo! Hasta luego
Escrito por CaféComLeite às 17h33
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Novo!
Eu não lembro a data exata, mas estava indo ao shopping com meus irmãos, comprar lembranças de natal (meus vários amigos secretos) quando pisei numa pedra...pois é, a pedra estava no meio do caminho e eu não desviei. O resultado? Torci o pé. Não senti nada até chegar em casa. Pela noite minha mãe saiu e eu fiquei com muita dor mas não falei nada, ela ia a uma festa e eu não ia estragar um dos poucos momentos de distração que ela tem. E também, no outro dia estaria melhor. Acordei melhor mesmo da dor, mas agora meu pé tava inchado. Não falei nada, senão não iria pro show do Cordel . Ta, eu sei que foi paia mas eu esperei um tempão por esse show, ia rever as pessoas que não via há séculos e meu pé nem tava doendo, só mais gordinho . Deixei pra ir ao médico no domingo, levei bronca por não ter falado antes e enfaixei o bendito pé. Que coisa mais chata foi! Chato ficar pulando por aí, chato fazer um ritual pra proteger o gesso toda vez que ia tomar banho, chata a coceira... chato, chato, chato .
Ainda com o pé enfaixado, numa quarta feira acordei sentindo dor...mas não era no pé, não. Era no meu rim direito. É isso aí, tive cólica renal, pra animar mais ainda! Só estavam em casa meus irmãos e eu, meu pai estava em União dos Palmares e minha mãe em Boca da Mata. A dor foi aumentando e quem me ajudou foi a minha irmã de 13 anos, já que eu não podia estar andando pra lá e pra cá, pra procurar remédio ou falar ao telefone. Tive que ir ao hospital de novo e dessa vez fiquei por lá. Passei por três médicos até que o último me viu vomitar e me deixou na observação, tomando soro. Não havia leito disponível e eu tive que ficar sentada. Já tinham me dado remédio para a dor quando ela voltou mais forte ainda . Uma mulher que estava no quarto, acompanhando a filha, disse pra minha irmã ir buscar ajuda, mas ninguém a ouvia . Foi quando eu me levantei (imagina o sufoco!) e um zezinho chegou e aplicou uma injeção. Isso porque eu tenho plano de saúde! Fico pensando se não tivesse . Depois a situação melhorou, arrumaram um leito e minha tia veio pra substituir minha irmã, que até umas 2 horas da tarde ainda estava comigo, sem almoçar nem nada. A suspeita era de cálculo renal, mas foi descartada depois dos exames. Deve ter sido os movimentos pra poder andar que acabaram me machucando... De qualquer forma, fiquei bastante feliz e grata pelas demonstrações de carinho do dia . Minha irmã agüentou os piores momentos do me lado; meu namorado foi direto da UFAL pra minha casa me esperar e quando viu que eu ia demorar foi ao hospital ficar comigo ; minha mãe voltou assim que pôde da viagem e até lá ficou ligando pro hospital; meu pai também voltou logo e foi direto pra lá. Quando cheguei em casa ainda teve doces, salgados e uma fatia de bolo de uma festinha que eu não pude ir: a Cicinha que levou junto com o meu presente de amigo secreto ! Gostei muito da sandalinha, viu, millinha?
Natal teve festa família aqui em casa. Maior trabalho o povo dá : meu quarto virou berçário e roubaram uma sacola que eu guardava umas coisas pro trabalho. Deixaram tudo no chão! Graças a Deus, tudo inteiro. Botaram a culpa num bb, mas foi a mãe dele, que eu sei! Tem um monte de mãozinhas nas paredes da casa. Mas ao final foi legal!
Reveillon fui à casa de papai (apartamento na verdade), ver os fogos com direito a convidados especiais! Bom, bom, bom ! O ruim foi que eu tava sem crédito e não deu pra falar com ninguém. Até hoje dou feliz ano novo pra quem encontro, ou tenho oportunidade de falar. Opa, Feliz ano novo pra você que tá lendo!
Por causa desses que citei e de outros contratempos, hoje sou uma menina sumida. Perdi festas, nunca mais falei com ninguém que não tenha ligado pra mim, estou atrasada pra fazer um trabalho, um resumo de um livro que ainda não li e estudar 3 capítulos pra uma prova no dia 17. Desculpaí, viu? Ainda queria postar tanta coisa! Fica pra próxima, que ainda não li meus mails!
Escrito por CaféComLeite às 18h47
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Mucho útil
Esta semana estávamos falando do SNA simpático (que é aquele que prepara nosso organismo para fugir, em casos de medos). Surgiu uma questão interessante que foi a seguinte: Por que algumas pessoas sentem vontade de urinar ou defecar quando se assustam? Isso não faz parte das atividades do simpático, mas deve ter surgido por algum motivo, né? Nossos antepassados deviam ser beneficiados com essa arma que auxiliava na fuga. Como?
Defecando ou urinando, eles liberariam peso e poderiam ser mais ágeis.
Utilizavam essa estratégia para gerar dificuldades no caminho dos inimigos.
A pressão exercida na liberação dos dejetos fazia com que eles ganhassem mais velocidade.
Lindo, não?
Novo! Minha saia rasgou quando fui subir no ônibus, pareci uma flagelada, mas graças a Deus era escondível (semana retrasada). Roubaram o som do carro do meu pai, estrago da poxa (semana passada). Teve briga no ônibus que eu tava, cenas fortes (semana passada). Fui prum show com meu pai estando em casa (semana passada). Finalmente consegui freqüentar a academia por 3 dias numa mesma semana (esta semana).
Escrito por CaféComLeite às 21h36
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Outros da semana passada
Alguém pode dizer que ama uma pessoa, fazê-la ficar paranóica com o próprio corpo e terminar um relacionamento porque esta entrou em depressão. ( Não sei se foi esse o motivo, nem posso afirmar que ela está com esse problema de emagrece-engorda por causa disso, mas foi assim que a informação chegou a mim e foi assim que eu não entendi.)
Alguém pode ser simpático e amável com uma pessoa quando não quer vê-la mais(?).
Alguém cria a incrível coragem de abandonar tudo e partir pra um lugar desconhecido, sem planos.
Importante: São comportamentos diferentes dos meus. Não sei se bons ou ruins. Só não entendi e estive pensando "nissos".
Escrito por CaféComLeite às 09h50
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E o tempo passou...
Essa semana foi cheia de temas para reflexão, mas eu não vou escrever tudo, né? Escolhi um que foi bem chocante. Decidi visitar uma amiga minha que não via há muito tempo. Nos conhecemos no cursinho e nos identificamos de cara. Não na questão de gosto, especialmente o musical e sim nas atitudes e pensamentos sobre alguns assuntos, mas essa não é a questão.
A questão é que nessa visita, eu percebi que os povos estavam certos quando diziam que a distância separa as pessoas. Em alguns casos isso acontece, mesmo. Só porque elas mudam. Elas conseguem se transformar em outras em muito pouco tempo (1 ano, bem, pra mim é pouco). 
Sei que não são todas ou pode ser que ela se mostrasse ser alguém que não era, mas eu não acredito. Só sei que antes ela não fazia apostas com prendas do tipo "Se eu perder, você pega na bunda do meu namorado" ou "Se você perder, você trai o fulano". 
Assim, não sei se sou muito antiquada mas isso não me soou bem. Estranho porque foi surpresa, uma virada tão radical. Se viesse de outras pessoas...talvez...
Pode ser também que agora ela queira se mostrar de maneira diferente, que assim seja mais fácil pra ela se entrosar com os novos amigos. Ah, cansei, depois eu pergunto.
Escrito por CaféComLeite às 18h20
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Huns
Será que eu consigo manter isso aqui atualizado? Anh, Anh? Tenho que conseguir. Dei idéia pras pessoas fazerem o seu também, seria mais econômico que muitas ligações, menos chato que e-mails enchedores de lingüiça e, mantendo-o atualizado você mantém seus amigos atualizados também, né? Que grande propaganda do blog! Mas o fato é que eu quero manter contato e se não der certo a idéia do blog, podemos tentar outra coisa. Essa falta de tempo...Vai ser até mais legal escrever com mais freqüência pra ver se eu falo sobre temas mais leves ao invés de ficar só desabafando aqui.
Escrito por CaféComLeite às 16h05
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Psicologia
Quando eu escolhi o curso, não se bem porque o fiz, mas eu não tinha idéia do que significava. Ou melhor, tinha, mas era uma idéia errada, a idéia do senso comum...Tipo, que quando você está com problemas procura um psicólogo e paga pra ele te dar conselhos. Que medonho, não? Seria uma coisa de quem é louco, ou de quem não tem amigos...
Quando entrei comecei a mudar essa opinião, mas daí passei a ficar mei'assim porque as pessoas não mudaram junto comigo. Como disse um professor meu, um curso muito sedutor, bem interessante. O problema está do lado de fora da sala de aula. Há um preconceito muito grande contra os psicólogos e grande parte disso vem de contatos com maus profissionais. As pessoas que sabem da profissão que você escolheu têm um certo receio de manter uma conversa. A maioria delas acha que estaremos as analisando e pensando nos distúrbios de comportamento que elas devem ter. Uma até veio me falar que não gosta de psicólogos porque não lhe agrada a idéia de falar com alguém que sabe mais dela do que ela mesma. Como convencê-la de que está errada? Que ninguém jamais poderá saber mais dela do que ela própria? Como fazer com que as pessoas entendam que não precisa estar louco para ir a um psicólogo? Até onde eu sei, a função deste é ajudar, sim, mas ajudar a pessoas a se conhecerem melhor com algumas técnicas estudadas, não por magia, meditação, nem conselhos que serviram para uma outra pessoa. E que nem que eu pudesse (tô no primeiro ano ainda) analisaria as pessoas no meio de uma conversa. Isso precisa das condições adequadas, é coisa para um consultório, ou mesmo um laboratório. E é paga! 
Ainda há outros pensamentos que eu custo a entender como o de que o psicólogo é frustrado porque o sonho dele era fazer medicina e era concorrido demais. Então, houve a escolha pela psicologia. Isso acontece com outras profissões também, mas é tão incrível, as profissões não tem nada a ver. Talvez essa confusão aconteça mais por que podem trabalhar juntos ou por causa de uma determinada faculdade, onde os alunos têm muitas matérias de farmacologia (mesmo sem poder receitar) e de anatomia. Fico imaginando que talvez as famílias deles fiquem sonhando que por isso eles serão chamados de doutores (mesmo sem doutorado). 
Ouvi isso de uma pessoa próxima de uma amiga minha: "Seus pais são médicos, pensei que ia fazer medicina! Pelo menos você vai usar branco, né?". Que paia!
Claro que existem os psicólogos, enfermeiros, veterinários, biólogos e etc. cujo sonho era fazer medicina, mas é triste generalizar e, assim como as pessoas têm a idéia errada do que é a psicologia, têm dos outros cursos também. Toda profissão tem seus defeitos e qualidades. Não é porque você faz um determinado curso que vai ficar rico, ou por causa dele não vai.
O curso que eu escolhi permite que eu conheça mais de mim, que eu procure entender os outros e seus problemas sem fazer pouco caso deles, como antes eu fazia. (Ok, talvez eu faça ainda...mas é bem menos, tá?). Também não é por isso que eu vou deixar de ser gente e ser alguém superior por saber algumas coisas a mais sobre a mente. Vou criticar, terei problemas, preconceitos, crises. A obrigação de ser psicólogo é só na área do trabalho, afinal, não serei, estarei psicóloga. Saberei coisas a mais, sim, coisas direcionadas, porque estudarei pra isso, mas qualquer pessoa supera outra em determinado conhecimento. Coitado daquele profissional que pensar o contrário. Desabafei, parabéns e obrigada a quem leu até aqui. Beijo
Escrito por CaféComLeite às 18h34
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TEMPO
Não tenho tido tempo de escrever.
Escrito por CaféComLeite às 15h18
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CARTA
O que é carta? Carta é um meio de manter contato com alguém que está distante. Carta é informação. Carta é fofoca. Carta é monólogo. Carta é uma questão de interpretação e por isso, é problema. Você não pode pedir explicações a uma carta. Você não pode se defender de acusações feitas por uma carta. Se tentar, vai ter que esperar uma resposta e talvez o remetente não esteja mais lá. Carta é registro, é compromisso. Tudo o que você pensa e passa para este bendito papel fica à disposição de quem o tem. Caso você mude de idéia com relação ao que escreveu, você não tem como se desculpar, nem passar a nova versão, se esta não for solicitada. Para se escrever uma carta é necessário que se tenha muito bom senso, que se revise a redação a fim de deixar tudo às claras. Escrever uma carta pode ser pior do que escrever uma redação para vestibular quando a carta envolve sentimentos. Numa carta, penso que é melhor falar de si mesmo (a). Fica mais fácil chegar perto da realidade. A mentira numa carta vai ser um documento contra quem a fez. A declaração de amor é uma aliança de papel: tem um significado forte, mas uma vez que você imprime seus sentimentos num papel eles se tornam algo palpável que pode ser rasgado, machucando seus donos. A carta pode ser maravilhosa, se houver uma sintonia entre emissor e receptor, donos de uma consciência da necessidade de conversar sobre o que lêem.
Escrito por CaféComLeite às 15h13
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Você nasce
Você ama
Você é uma criança
Você brinca
Você acredita
Você cresce
Você erra
Você aprende
Você desacretida
Você ama
Você volta a ter esperanças
Você se decepciona
Você ama
Você se recupera
Você não descobre o porquê de estar vivo
Você descobre o porquê de continuar vivendo
Você conhece pessoas ruins
Você conhece pessoas boas
Você tem filhos
Você ama
Você é necessário para alguém
Você morreria por alguém
Você sente a vida
Você ama
Você não ama
Você morre
Escrito por CaféComLeite às 23h51
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Doença mental
É incrível como a gente sente mais vontade de escrever quando está pra baixo. Hoje eu resolvi falar de doenças mentais...um assunto que afugenta muitas pessoas. Minha mãe é psiquiatra, visitei uma clínica psiquiátrica algumas vezes e tentei definir os pacientes: eram crianças grandes. Minha ingenuidade não me deixou perceber o quanto o fato de aquelas pessoas não terem crescido era triste e pior, o fato de elas terem crescido, construído suas vidas e de repente a deixarem de lado para enfrentarem a realidade de um mundo visto e compreendido apenas por elas. Colocar-se no lugar de um parente seria compreender e jamais deixar aquela pessoa tão querida em um lugar como o hospício. Pelo menos assim eu pensava quando visitava os pacientes e até simpatizava com alguns. Eu não parava pra pensar que aquelas pessoas já estavam devidamente medicadas e que conviver com elas seria extremamente penoso para qualquer pessoa sã (salvo os que optaram por esse ofício e se prepararam para tal). Colocar-se no lugar de um parente é ver alguém da sua família morrer e um estranho tomar conta do seu corpo; é acordar a cada dia e perceber que aquilo não era um pesadelo; é perder a confiança no doente e ver que ele também perdeu a confiança em você; é sentir a esperança fugir a cada dia que você passa tentando entender seu familiar e não conseguir por se tratar de um mundo diferente do seu; é ver o futuro de uma pessoa querida se tornar incerto, fosse ele brilhante ou não, você não se sentiria inútil diante dele: poderia ajudar, consolar, compreender e ser compreendido(a). O que então deve sentir uma mãe ao ver seu filho perder a noção do que é certo ou errado? Um pai ao saber que sua filha desconfia injustamente de que ele quer eliminá-la? Uma tia ao ver seu sobrinho tão inteligente falando coisas desconexas? Fica difícil continuar enxergando um paciente psiquiátrico como pessoa, porém há gente que pode ajudar. A vergonha, o preconceito e a teimosia em achar que a doença é apenas passageira pode acarretar conseqüências mais graves. O tratamento pode trazer seu ente querido de volta e evitar que ele seja um grande problema. Aos psicólogos, aos psiquiatras, aos enfermeiros, aos senhores e senhoras do serviço geral em hospitais psiquiátricos: Meus Parabéns!!!! Não só pela coragem, mas por cuidar das pessoas com problemas que muitas vezes são evitadas pela família que frequentemente se cansa e perde o espetáculo da recuperação.
Ruth
Escrito por CaféComLeite às 22h51
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BRASIL, Nordeste, Mulher, de 20 a 25 anos MSN -
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